4ª Confusão

Já era tarde quando nos encontramos na praia, decidimos andar e enquanto isso, ríamos ao compartilhar histórias pessoais, acontecimentos da época de criança e escola. Não tão distante avistei aquele cais tão conhecido e que como nós já havia vivenciado diversas situações e guardava infinitas lembranças.

- O cais! Vem comigo, você vai adorar... - segurei sua mão e rindo, começamos a correr em direção ao local como crianças que sentem a liberdade pela primeira vez.

No horizonte, o sol já tocava o mar e por mais que eu tentasse, não conseguia deixar de admirar seus olhos verdes. O cabelo negro, indefeso há muito já havia se entregado à leve brisa que soprava. Sorríamos juntos, seu sorriso transmitia alegria, que era propagada para o interior de minh'alma.

Estávamos sentados ali, apenas nós dois a contemplar o pôr do sol e o som do quebrar das ondas. trocamos olhares e a breve calmaria foi interrompida por um beijo, o mais doce e memorável da minha vida. Talvez não tenhamos percebido, mas esse foi o momento em que nos apaixonamos.

Seu cheiro, seu riso, sua voz... nada disso escapava da minha mente. Ela então roubou da minha boca as palavras. 

- Eu não consigo explicar o que estou sentindo agora, mas uma coisa é certa: Só em você eu encontro minha paz. Gostaria de ficar aqui com você, assim, por todo o sempre.

Dito isso, repousou a cabeça em meu ombro e me abraçou forte, um abraço de quem buscou por muito tempo um mar tranquilo para o seu coração e finalmente, após tantas dificuldades e tormentas havia ancorado.

E eu sei
que o cais vai testemunhar
um romance aqui,
um romance lá,
mas não vai esquecer
de nós dois...
Não vai, não vai.


[Unidade Imaginária - A Avenida]

1 refugiaram-se:

Pedro Mussio disse...

como sempre, genial meu irmão!

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