4ª Confusão

Já era tarde quando nos encontramos na praia, decidimos andar e enquanto isso, ríamos ao compartilhar histórias pessoais, acontecimentos da época de criança e escola. Não tão distante avistei aquele cais tão conhecido e que como nós já havia vivenciado diversas situações e guardava infinitas lembranças.

- O cais! Vem comigo, você vai adorar... - segurei sua mão e rindo, começamos a correr em direção ao local como crianças que sentem a liberdade pela primeira vez.

No horizonte, o sol já tocava o mar e por mais que eu tentasse, não conseguia deixar de admirar seus olhos verdes. O cabelo negro, indefeso há muito já havia se entregado à leve brisa que soprava. Sorríamos juntos, seu sorriso transmitia alegria, que era propagada para o interior de minh'alma.

Estávamos sentados ali, apenas nós dois a contemplar o pôr do sol e o som do quebrar das ondas. trocamos olhares e a breve calmaria foi interrompida por um beijo, o mais doce e memorável da minha vida. Talvez não tenhamos percebido, mas esse foi o momento em que nos apaixonamos.

Seu cheiro, seu riso, sua voz... nada disso escapava da minha mente. Ela então roubou da minha boca as palavras. 

- Eu não consigo explicar o que estou sentindo agora, mas uma coisa é certa: Só em você eu encontro minha paz. Gostaria de ficar aqui com você, assim, por todo o sempre.

Dito isso, repousou a cabeça em meu ombro e me abraçou forte, um abraço de quem buscou por muito tempo um mar tranquilo para o seu coração e finalmente, após tantas dificuldades e tormentas havia ancorado.

E eu sei
que o cais vai testemunhar
um romance aqui,
um romance lá,
mas não vai esquecer
de nós dois...
Não vai, não vai.


[Unidade Imaginária - A Avenida]

3ª Confusão

Ele então segurou sua mão e olhando em seus olhos lhe disse:

- Estive em outros braços na ausência dos teus. Admito que tornei a errar, mas quero que saibas que és única para mim. Amo-te e serei fiel até última batida de meu coração.

Mesmo sabendo que esta seria mais uma promessa que ele não conseguiria manter, ela sorriu enquanto uma lágrima corria por seu rosto.

Sentimentos mudam e passam,
memórias não.

2ª Confusão

Ela: Quando o amor bate na porta, a pessoa se ferra. Se trancar o coração, sofre... Se abrir, sofre também, do mesmo jeito.
Ele: Já abri meu coração, me ferrei e sofri, eu sei o que é isso.
Ela: A única maneira de você acabar com esse sofrimento é trocá-lo por algo viciante.

Esse “algo viciante” não seria um novo amor?

Mal sabe ela, que o garoto havia prometido a si mesmo que nunca mais se apaixonaria loucamente. Às vezes ele pensa que não sofreria se não tivesse conhecido aquela garota, mas convenhamos, se isso tivesse ocorrido ele também não teria vivido momentos tão lindos e inesquecíveis.

Acontece que, às vezes é preciso arriscar sem medo de errar e cometer um erro para descobrir como acertar as coisas. Nada é tão fácil... todos querem a felicidade e ninguém quer o sofrimento, mas você não pode ter o arco íris sem antes ter uma pequena chuva.

1ª Confusão

Ela era linda, Deus, como ela era linda! Confidenciei a ela meus íntimos segredos, nossas conversas duradouras pareciam não ter fim. Apaixonei-me tão rapidamente que eu mesmo me questionava se o que eu sentia era verdadeiro. Sonhos eu tive, muitos com esperança de serem realizados.

Quando tudo parece estar perfeito e nós parecemos colibris voando pelo céu, surge algo, talvez um sinal para percebermos que se fôssemos feitos para voar, teríamos asas.

O tempo passa e é como dizem: “Nada melhor que o tempo para curar as feridas”. Acontece que o amor é na verdade um ciclo: Quando você ama, você se machuca; Quando você se machuca, você começa a odiar; Quando você odeia, você tenta esquecer; Quando você esquece, você começa a sentir saudade; Então meu caro, quando você sente saudade... você eventualmente torna a amar.

Era mais uma daquelas tardes de quarta-feira quando eu o encontrei, meu grande amigo, um irmão... e como de costume perguntou se eu finalmente havia conversado com ela sobre os meus sentimentos, se eu havia tomado a iniciativa, se eu finalmente havia sido “homem”. Mais uma vez a minha resposta foi negativa. Então ele falou:

- Você precisa ao menos tentar, ela não te esperará por toda a eternidade... Quando ela se for, o que você fará?

Juro que tentei, tentei como nunca antes havia tentado e somente agora que eu sou eu, da minha alma foge o raciocínio que me leva à compreensão: Amar-te demais impede alguém de viver também.
 

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